A Copa do Mundo de 2026 promete ser a maior edição do evento de todos os tempos. Cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam o último Mundial e agora, com 48 seleções envolvidas, em vez das 32 de antes, o impacto será muito maior. Os brasileiros estão especialmente animados, com 71% do público nacional na expectativa para ver os jogos, segundo a Ipsos.
A visibilidade que a Copa oferece é inegável, além do clima de empolgação ser uma ótima oportunidade para as marcas se conectarem com a torcida. Mas é preciso tomar alguns cuidados na sua estratégia.
Veja os erros comuns das marcas em época de Copa do Mundo:
- falta de planejamento;
- estar só nas redes sociais;
- não participar da conversa;
- marketing de emboscada.
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Evite estes erros na publicidade da Copa do Mundo 2026
1) Não se preparar antecipadamente
A disputa no Mundial ocorre também fora das quatro linhas. Muitas marcas estão de olho no potencial econômico do evento e se preparam de acordo.
Deixar o planejamento para a última hora pode ter consequências graves:
- campanhas clichês que não ressoam com o público;
- perda de espaços publicitários mais ligados ao futebol;
- perda da atenção dos consumidores para a concorrência;
- falta de produtos que podem impulsionar as vendas.
Além disso, as empresas que desejam realizar eventos ou ações promocionais elaboradas durante a Copa do Mundo precisam de mais tempo de organização e produção.
71% dos consumidores devem gastar mais com a Copa do Mundo 2026.
2) Estar presente só nas redes sociais
Não há dúvida de que as redes sociais farão parte da torcida pela Seleção. De acordo com o estudo “O Brasileiro e a Copa: Consumo, Mídia e Influência”, de Resenha Digital Clube e Data-Makers, 82% dos entrevistados vão acompanhar informações sobre o evento no Instagram. Mas a TV aberta tem um percentual ainda maior, de 85%.
Já a Audacy destaca o alto engajamento dos ouvintes de programas de esporte no rádio. Esse perfil de consumidor tem três vezes mais chances de visitar o site dos anunciantes e quatro vezes mais chances de comprar dessas marcas.
As redes sociais permitem a conversa em tempo real, o que é bastante útil em alguns momentos, como durante as partidas da Copa. Entretanto, para ter mais visibilidade e relevância na comunicação, os meios tradicionais devem fazer parte do seu mix de mídia.
Sete em cada dez brasileiros preferem ver esportes na TV aberta.
3) Focar só em promoções
Uma pesquisa da PiniOn revela que oito em cada dez consumidores têm a decisão de compra influenciada por ações das marcas em programas esportivos.
Esse é um lembrete de que existem diferentes maneiras de sua empresa participar da torcida e da cobertura da Copa do Mundo 2026. Ações promocionais são um recurso interessante para estimular as vendas, mas o que conecta realmente o público é diálogo e conteúdo relevante.
Só é preciso ter cuidado na criação desse conteúdo, porque algumas práticas são proibidas e muita gente não sabe disso.
NSC é referência em cobertura de esportes em Santa Catarina.
4) Não se atentar aos direitos de uso da marca
A Copa do Mundo é uma marca por si própria. É por isso que somente os patrocinadores da competição podem usar certas palavras ou imagens oficiais.
A Federação Internacional de Futebol traz uma série de orientações a respeito no documento “Diretrizes sobre Propriedade Intelectual da FIFA”. O manual recomenda “que as empresas e o público usem imagens e/ou terminologia genéricas relacionadas ao futebol ou ao país que não incorporem nenhuma Propriedade Intelectual da FIFA.”
Ou seja, deve-se evitar o marketing de emboscada, que acontece quando uma marca tenta “surfar na onda” de uma personalidade ou evento com direitos protegidos.
São proibidos os usos dos seguintes termos por não patrocinadores da FIFA:
- Copa do Mundo da FIFA 26;
- Copa do Mundo da FIFA;
- Copa do Mundo;
- Copa Mundial;
- Mundial.
Usar apenas “Copa” é permitido, mas “Copa 2026” ou “Copa 26” não.
Também são proibidos pela FIFA estes elementos na comunicação:
- o emblema oficial da Copa;
- o slogan oficial;
- as hashtags oficiais;
- o mascote oficial;
- o pôster oficial;
- o troféu oficial;
- a bola oficial;
- a tabela de jogos;
- a marca da FIFA;
- a fonte tipográfica oficial “FWC 26”.
As orientações se estendem à imagem da Seleção Brasileira. É liberado usar as cores nacionais, a palavra “Seleção” de forma isolada o próprio nome “Brasil”. Por outro lado, as marcas específicas da Confederação Brasileira de Futebol são restritas a parceiros.
As proibições de uso da CBF incluem:
- a camiseta oficial ou similar;
- o escudo oficial;
- o mascote da Seleção;
- o termo “Seleção Brasileira”;
- a marca da CBF.
Estão liberadas imagens genéricas relacionadas ao futebol ou à torcida brasileira, como camisetas amarelas, bolas de futebol, gramados, traves, redes e apitos.
E você sabia que a própria bandeira do Brasil tem regras específicas de uso? Elas estão na Lei n. 5.700, no artigo 31.
A legislação proíbe em relação à bandeira:
- Usá-la como roupagem, reposteiro, pano de boca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna, ou como cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a inaugurar;
- Reproduzi-la em rótulos ou invólucros de produtos expostos à venda.
Dito isso, vale explicar: o uso editorial de marcas protegidas é permitido. Está aí mais uma razão para aliar a imagem do seu negócio ao conteúdo jornalístico e ficar ainda mais perto da Copa do Mundo 2026.
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